O estranho caso da Rua 1913

ACIDENTE NA RUA 1913 DEIXA DOIS MORTOS

Na madrugada de sexta para sábado, do dia 24 de Março de 2007, por volta das 03:00, ocorreu um acidente na Rua 1913.

O acidente teve duas vítimas fatais; Alexya MonteBravo, 19, e Diogo MonteBravo, 47, que vieram a falecer na hora da batida da moto com o carro do fretista Ricardo Carvalho, de 32 anos.

Segundo as palavras do motorista, ele parou porque viu uma mulher passar correndo e não sabia que havia alguém aproveitando o vácuo atrás deixado pelo veículo enquanto ele dirigia em alta velocidade. Mas Ricardo também confessou não ter olhado no retrovisor enquanto dirigia, nem que isso passou pela sua cabeça no momento em que parou bruscamente o carro.

“A mulher tava no mato, no canto da minha direita, sabe? Ai ela passou correndo assim, bem no meio da rua e ai eu parei pra não atropelar a mulher. Na hora eu até achei que era um bicho correndo, e ai só depois que eu fui dar conta de que era uma moça. Ai na hora que eu vi ela correndo eu parei o carro duma vez sem nem ver o retrovisor e foi quando eu senti a porrada vindo atrás. Quando eu olhei de novo a mulher tinha sumido.”

No entanto, a mulher que Ricardo alega ter visto e que o fez parar não foi encontrada e não havia ninguém no local para poder confirmar a história do homem. O que fez a polícia levantar suspeitas de que o fretista estava sob o efeito alcoólico. Mas o exame fisiológico deu negativo para índices de bebida no organismo do homem e a hipótese de uma alucinação pelo sono é praticamente nula, visto que o motorista diz trabalhar pela noite e estar acostumado a fazer sua rota sempre por aquele lugar.

As buscas na região ao redor não encontraram qualquer rastro ou sinal da mulher que o motorista alegou ter visto passar correndo no meio da rua.

Por falta de qualquer indício que incriminasse o motorista, Ricardo Carvalho não foi preso.

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NAMORADO PROCESSA MOTORISTA QUE “CAUSOU ACIDENTE”

Após o fretista Ricardo Carvalho ser liberado depois de um acidente na rua 1913, em Março deste ano, Thiago, o namorado de Alexya, uma das vítimas do acidente, decidiu processar o motorista por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

“Mesmo que ele não tivesse a intenção de matar a Alexya e o pai dela, foi ele quem causou o acidente!” Disse Thiago em uma declaração ao jornal.

Ainda que diante da acusação do rapaz, Ricardo disse que não quer problema algum e que está disposto à pagar o valor estimado pelo advogado.

“Quando isso acabar, eu só quero me mudar e começar uma vida completamente diferente, sabe? Eu me sinto o pior humano do mundo por ter estragado a vida de tantas pessoas.”

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RUA 1913 VOLTA A CAUSAR ACIDENTES

Um carro acertou uma árvore na Rua 1913, batendo de frente, mas não houve vítima fatal.

Estavam no carro Armênio, sua mulher, Edel e seu filho de 15 anos, Alexandre Ricarte. Os três estavam viajando com destino à Suplício por volta de 05:00h da manhã, quando o Armênio foi forçado a fazer uma curva brusca que resultou em uma batida contra uma árvore no lado direito da rua.

Segundo Edel Ricarte, eles viram uma mulher correndo a rua de um lado para o outro, indo para a esquerda então o seu marido tomou o impulso de virar para a direita e evitar o contato com a mulher, mas não conseguiu se manter na rua e bateu na árvore. A mulher que Armênio e sua esposa dizem ter visto não foi encontrada em qualquer busca no local.

Já faz um tempo que um acidente com dois mortos aconteceu neste local, com um fretista que disse ter visto uma moça na rua e o fez parar o carro abruptamente, causando a fatalidade.

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RUA “ASSOMBRADA” ATRAI TURISTAS

Depois de dois acidentes, a Rua 1913 tem chamado atenção de vários moradores locais por acreditarem que é um lugar assombrado por um espírito de uma mulher que atravessa a rua, causando batidas de carros e automóveis. E estes eventos inexplicáveis atraíram curiosos de outros lugares que estão interessados no assunto.

Eles passam o período da noite no lugar esperando qualquer aparição ou evento sobrenatural para observarem o “Fantasma da Moça”.

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CASA ABANDONADA É ENCONTRADA PERTO DE RUA COM ACIDENTES

Depois de algum tempo de turistas sendo atraídos para uma rua onde ocorreram alguns acidentes, um grupo de jovens decidiu explorar a mata para encontrar qualquer vestígio de um fantasma que dizem assombrar o local.

O grupo relata que se perdeu depois de algum tempo e começou a vasculhar toda a extensão juntos, quando acabaram por encontrar uma casa em uma clareira no meio da mata próxima a Rua 1913. Depois de achar a casa abandonada, os jovens disseram que correram assustados com o achado e foram direto à polícia relatar o que encontraram.

“A gente achou uma casa velha, parecia não ter ninguém, mas a gente decidiu ir embora na hora. Eu só lembro de ir correndo reto até conseguir sair dali e o pessoal foi atrás de mim. Ai depois a gente foi pra polícia falar dessa casa, porque a gente sabe que tiveram esses acidentes lá na…na… na rua 1913, né?”

A polícia decidiu averiguar a informação dos jovens que avançaram na mata e comprovaram que realmente existia uma casa abandonada antiga no meio de uma clareira, provavelmente construída manualmente por sem-tetos ou até mesmo foi uma casa esquecida pelo proprietário depois de muito tempo. Mas o pior a investigação ainda iria revelar.

Depois de verificar tudo ao redor da casa, os investigadores acabaram descobrindo quatro corpos no lugar. Uma análise prematura indica que eram quatro mulheres mortas à facadas. Os corpos já foram mandados para uma autópsia e identificação. Mas a suspeita é de que um assassino em série usava o local como refúgio, porém, o paradeiro do culpado ainda é desconhecido.


Nesse conto eu tentei mudar o estilo de narrativa, que geralmente é em uma prosa contínua com descrições e diálogos diretos. O que eu tentei fazer foi mudar um pouco a perspectiva para que o leitor seja mais um observador externo, por isso a forma do texto ser como em artigos de jornal. Sem contar que dessa forma não é tudo que precisa ficar “mastigado” para ser entregue e muito precisa ser deduzido por quem está lendo.

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